Entre amores e destinos

Titulo do capítulo: Loucura por amor Parte 1

Autor: Arthur Souza

“Agora estou completamente fodido!” Silas pensou com raiva
de si mesmo. Naquele exato momento saia da empresa em que trabalhava, ele foi
demitido. Seu chefe justificou como "cortes de gastos”, contudo sabia que
isso não era verdade, aquele filho de uma puta sem pai o demitiu por simples e
pura soberba, pois Silas era uma pessoa muito comunicativa, inocente e um tanto
sem noção. Ele se aproximou do CEO da empresa se tornando amigo dele, o que não
agradou em nada seu chefe, assim provocando sua demissão.

Era a vida, pelo menos agora ele sabia que não poderia fazer em uma empresa,
estava triste por não poder mais trabalhar ali, mas a vida tinha que seguir.
Silas nem quis subir até o último andar para se despedir do amigo, mandou
somente uma mensagem.





Silas

Até breve meu amigo!

15:30





Guardou o celular no bolso da calça terminando de sair do prédio em que se
localizava a empresa S.O.S. Tecnology. Ao colocar os pés fora do prédio olhou
para cima admirando a construção que se erguia céu acima, ele sentiria falta de
trabalhar ali...

**

Sandro faria qualquer coisa por Silas, ele não sabia direito o que estava
sentindo por Silas, mas com toda certeza deste mundo não era só uma amizade
qualquer. Seu celular apitou, ansioso, foi logo pegando o celular, seu coração
deu um pulo de alegria por ver que era Silas que havia mandado uma mensagem.





Silas

Até breve meu amigo!

15:30





Não entendeu muito bem que porra era aquela, decidiu ligar para ele.

Chamou...

Chamou...

Chamou...

E chamou... até cair na caixa postal com aquela voz robótica que o mais
estressou do que tudo. Preocupado olhou que horas eram, 15:35. Silas deveria
estar ainda trabalhando, ligou para o telefone de sua mesa, contudo não teve
sucesso, o mesmo chamou até encerrar a ligação.

“Que inferno estava acontecendo com seu amor?” Sandro pensou assustado com o
que acabara de vir em sua mente.

— Droga! Onde você está Silas? — Se perguntou já com raiva de tudo que estava
lhe acontecendo, nos últimos dias sorria alegremente pelos cantos de sua
empresa, vivia um sonho que via se desmoronar na sua frente, não encontrando
Silas, o motivo de tanta alegria, isso o estava preocupando, com toda certeza
desse mundo tinha acontecido alguma coisa.

Se levantou de sua cadeira decidido a encontrar seu amado a qualquer custo, é
verdade que eram amigos, mas Sandro não queria ser só a porra de um amigo, ele
gostaria de ser seu namorado. Ao concluir tal fato levou um susto.

Com o cenho fechado, saiu de seu escritório, como dizia Silas estava soltando
fogo pelas ventas, assim que esse pensamento veio em sua mente, um sorriso de
canto surgiu em seus lábios assim que entrou no elevador executivo. 

2

Já na estação de metrô que tinha perto da empresa que infelizmente não
trabalhava mais, esperava o metro que o levaria para seu pequeno apartamento,
nesse minuto, ele se encontrava sentado em um dos bancos de concreto que
serviam para esperar o dito cujo do metrô, sua cabeça estava abaixada, um
turbilhão de pensamentos surgiam em sua mente, pensava em como arrumaria um
novo emprego, em como Sandro ficaria louco quando não o encontrasse, escutou
seu telefone tocar, o pegou, vendo no identificador que era Sandro.

“O que faço com você? Com certeza você vai me procurar até no inferno” Silas
pensou imaginando como Sandro viraria aquela empresa de cabeça para baixo para
o encontrar, sorriu com tal pensamento.

Era engraçado, como em tão pouco tempo, ele conseguiu mudar sua vida, eram
amigos a quatro míseros messes, e para sua tristeza já encontraram empecilhos.

Seus olhos brilharam com lágrimas não derramadas, acabado, olhando ainda para o
celular que tocava incessantemente, contudo não o atendeu, não queria falar com
ninguém, precisava de um momento a sós consigo mesmo. A essas horas Sandro
deveria estar descendo para o andar em que ele ‘Silas’ trabalhava, com o diabo
incorporado no corpo, riu diabólico imaginando o que seus funcionários
passariam até que o CEO da empresa encontrasse o causador da demissão dele.
Para não ser mais perturbado desligou o celular, ao fazer isso deixaria Sandro
mais possesso, assim descontando toda a sua raiva em Paul, o responsável pela
demissão de Silas.

O metrô ainda demoraria uma eternidade, para o desgosto de Silas que queria
sair dali o mais rápido possível.

Na empresa

Sandro saiu do elevador com a cara fechada, quem cruzava seu caminho logo saia
da frente não querendo levar chumbo no lugar da pessoa que o fizera ficar
assim, ele escutou alguns buchichos que ignorou, primeiro tinha que encontra
Silas esse era o seu propósito.

Foi em direção a mesa de Silas, entretanto seu amor não estava lá, onde
deveria, sua raiva aumentou exponencialmente, fechou mais a cara, se era
possível, girou seus pés em torno de si próprio, seguindo para o escritório do
chefe de equipe bufando de raiva, os funcionários que trabalhavam no andar se
assustaram como o CEO estava agindo, com certeza ele saberia onde estava Silas.

Abriu a porta sem nem ao menos bater, entrou na sala, fechando a porta com o
calcanhar, disparando logo que o Sr. Morales levantou a cabeça.

— Onde o Silas está? — Perguntou com sua voz um tanto rouca autoritário como
sempre.

— De quem o sr. Está falando? — Respondeu com outra pergunta não reconhecendo o
nome que Sandro acabara de dizer.

A pergunta de Paul acabou por estressá-lo, como o indivíduo na sua frente não
se lembrava da pessoa que infelizmente estava a sua frente. Sandro nunca
gostara de Paul, só não o tinha demitido até hoje por ser muito eficiente no
que fazia.

Sandro o lançou um olhar mortal, não queria crer que ele não se lembrava,
aquilo era completamente inaceitável.

— O que não está na sua mesa trabalhando! — Exclamou com o tom de voz mais
elevado que o normal, já não conseguindo se segurar.

— Ahhh, aquele Silas... — Paul disse como se uma caverna de tesouro tivesse
surgido em sua frente. — Eu o demiti.

— Você o quê? — Gritou incrédulo, o homem a sua frente teve a coragem de
demitir uma pessoa sem nem ao menos o consultar.

— Tente se acalmar...

Paul foi interrompido pelo CEO da empresa.

— Não diga o que tenho o que fazer Paul — Disse entre dentes demonstrando a
raiva que estava sentindo no momento. Paul se encolheu em sua cadeira, o medo
transparecendo em sua expressão corporal. — Você demitiu uma pessoa sem ao
menos me consultar?

— S-sim, foi isso mesmo — Paul respondeu gaguejando quando começou a falar.

— Já enviou a papelada para o RH? — Perguntou com a raiva dando lugar a
preocupação em sua voz.

— Ainda não. — Respondeu se ajeitando em sua cadeira.

Ao ouvir o que Paul acabara de dizer saiu feito o the flash da sala, agora
entendia o porquê da porra daquela mensagem, e o motivo de Silas não o ter
atendido. Provavelmente ele estaria na estação naquela altura, se já não
tivesse pegado o metrô para a sua casa, era a primeira vez que Sandro iria o
inferno se fosse preciso como nasceu em berço de ouro, nunca precisou na vida
de depender de transporte público, nunca precisou de utilizar nada público,
entrou no elevador, impaciente, pois necessitava chegar à estação antes que o
metrô das 16:25 horas passasse.





3

Silas ainda sentado no banco de concreto, sua cabeça abaixada, ele pensava em
como sairia daquela situação, como diabos arrumaria um novo emprego, seu peito
doía por não poder ver mais Sandro, sabia que eram somente amigos, mesmo assim
sentia-se frustrado.

Com os olhos cheios de lágrimas prestes a descer de seus olhos, escorrendo por
sua face, levantou a cabeça olhando para frente, Silas tinha que agradecer a
Deus pela estação estar vazia, se não estaria passando uma vergonha
inigualável.

Com a visão turva pelas lágrimas não derramadas viu um homem se aproximando
dele, não reconheceu de quem se tratava, teve a impressão de que o homem corria
em sua direção.

**

A cada passo que dava seu coração dava um pulo, a ansiedade em ter Silas em
seus braços aumentava exponencialmente. Quando o viu sentado em um dos bancos
não conseguiu se controlar correndo em sua direção.

Ele ‘Sandro’ não poderia mais ficar longe de Silas nem por um minuto sequer,
assim que ele o viu, percebera que o seu amor estava chorando, o que fez com
que acelerasse mais um pouco.

— Você não deveria estar na empresa? — Silas perguntou limpando as lágrimas que
escorriam por suas bochechas, assim que Sandro o alcançou.

— Te faço a mesma pergunta?! — Ele retruca um pouco indignado.

— Segundo Paul fui demitido — Silas afirma com tristeza e cabisbaixo, revoltado
com tudo Sandro se afasta um pouco de onde seu amor se encontrava xingando
muito seu funcionário Paul, mesmo que ele não estivesse ali.

— Vem comigo! — Afirmou segurando no braço de Silas o puxando para fora da
estação.

— Ir aonde? — Perguntou confuso.

— Onde mais? Para S.O.S. — Disse firme.

— Você enlouqueceu?

— Sim, estou louco por você!

Ao ouvir tal afirmação o corpo de Silas gelou, em um movimento involuntário
puxou seu braço soltando-se do agarre de Sandro que o olhou confuso.

Sandro o olhou perplexo.

“Ele não sente nada por mim?” Pensou se perguntando vendo que Silas o olhava em
confusão, ele não queria ter dito aquilo, mas felizmente acabara por soltar e
esperava pela reação de Silas.

Com o coração acelerado Silas não acreditava no que acabou de escutar, ele
estava sonhando só tinha essa explicação, sua mente fervilhava em N situações.

— Desde quando?

Perguntou ainda sem crer no que acabou de escutar.

— Desde sempre — Sandro falou confuso, passou a mão em seu cabelo, estava
realmente desesperado, continuando logo em seguida — Não sei... acho que desde
o momento em que coloquei os olhos em você. Silas, ainda em choque pela
revelação não sabia o que iria fazer com tal informação, Sandro estava louco
por ele...

“Meu Deus, o que diabos vou fazer?” Pensou ainda estático em frente a Sandro
que o encarava como se esperasse algo vindo do outro, contudo Silas ainda se
encontrava em choque, seus pensamentos não paravam nem por um minuto sequer,
indo de e se acontecesse isso, a outro e outro, sua ansiedade o predominava,
seus olhos esbugalhados de susto, com toda certeza de que esse mundo tinha não
saberia ao certo como reagir à situação em que se encontrava.

— Não vai me falar nada? — Perguntou demonstrando insegurança na voz, ele nunca
tinha visto Sandro ter insegurança, e olha que se conheciam a um bom tempo.

— E-eu vou... — Silas começa levantando a cabeça decidido a continuar — O que
você quer dizer está louco por mim?

Sandro o olhou como se não acreditava no que estava ouvindo, se Silas queria
que fosse mais claro ele seria com todo prazer.

— Eu estou loucamente apaixonado por você Silas e não aceito não como repôs...
— Sandro foi interrompido pelos lábios dele que o beijava como se não houvesse
amanhã. Ele não ofereceu nenhuma resistência, pois o que mais queria no
momento, nunca imaginou que estaria beijando seu amor, a pessoa que mais queria
ter em seus braços de sua vida era Silas, e foi o próprio que tomara a
iniciativa de começar a beijá-lo.

Tamanho fonte: