Entre amores e destinos
Titulo do capítulo: Loucura por amor parte 2
Autor: Arthur Souza
4
Ao se separarem, Sandro encostou a testa na de Silas.
— Eu te amo, Silas. — Disse num sussurro acariciando com o polegar a bochecha
esquerda de seu amado. — Desculpe, mas não consegui me conter...
— Se você não tivesse feito eu iria fazer de qualquer forma — Silas confessou
em um sussurro quase inaudível, seus olhos brilhando em emoção, precisava
urgente da boca de Sandro na sua novamente, contudo teve de perguntar — Por que
me despediu?
A raiva perpassou nos olhos de Sandro, não esperava que essa pergunta viesse
tão cedo, respirou fundo, tentava organizar seus pensamentos que se encontravam
uma verdadeira bagunça.
— Eu não o demiti...
— Então o que aquele louco do Paul me disse não era verdade? — Silas perguntou
com ar de inocente, a verdade era que ele estava testando terreno, ele
necessitava saber o que seu Sandro iria falar em relação a isso.
Sandro se afastou um pouco de seu amado, passou a sua mão esquerda no cabelo,
com certeza estava tendo dificuldades para elaborar uma resposta, o mesmo não
conseguiu colocar em palavras, mesmo que não tivesse culpa da demissão de
Silas, ele se sentia culpado.
Silas o olhava tentando entender o que acontecia a sua frente, cansado de
esperar pela resposta, girou o pé indo em direção a saída da estação, apesar de
estar vazia, não queria mais passar tudo que estava lhe acontecendo.
1.º Acontecimento:
Ele foi demitido do emprego dos seus sonhos, e por alguém que nem merece ser
citado.
2.º Acontecimento:
O CEO da porra da empresa em que trabalhava, viera atras dele e o beijou.
Sua cabeça não poderia estar mais confusa do que realmente já se encontra.
— Silas, eu posso explicar... — Sandro começou, mas fora interrompido por Silas
que se volta em sua direção lhe desferindo um murro que atingira o lado
esquerdo do rosto de Sandro.
— Nada nesse mundo trará meu emprego de volta — Exclamou aos prantos, indo para
a saída do recinto em que se encontravam.
— O que eu iria dizer era que você não foi demitido. — Sandro gritou, na
esperança de Silas voltar para os seus braços, contudo, não foi bem isso que
aconteceu.
Ao ouvir tal afirmação, ele ‘Silas’ bufou de raiva, marchando até as escadas da
estação.
Sandro nunca esperaria tal atitude de seu amado, compreendia como ele se
sentia, o CEO da empresa também compreendia a raiva que seu querido estava
nutrindo por ele, não era agora, nessa altura do campeonato que ele jogaria a
bandeira branca desistindo de seu amado.
5
Três dias depois...
Silas já não trabalhava mais na empresa em que Sandro era o CEO, ele o bloqueou
de todas as redes sociais que Silas tinha, um pouco infantil de sua parte, pode
se dizer que sim, contudo, ele estava sofrendo por não o ter ao seu lado, por
não poder mais trabalhar naquilo que era o seu maior sonho.
A saudade apertava seu ser, sentia a falta de Sandro, queria sentir os lábios
dele nos seus, novamente, sentado em sua cama tocou seus lábios com o dedo
indicador, imaginando-se nos braços do homem que amava, as lágrimas desciam por
sua face, não queria chorar, contudo, era algo incontrolável.
“Silas, levante a porra da cabeça e bola para frente, pois a vida não para pôr
uma dor de cotovelo.” Pensou se levantando da cama, ele agora decidido a não
mais sofrer, e ir em busca de um emprego, mesmo não sendo em sua área,
precisava trabalhar urgentemente.
**
Sandro sentado em sua cadeira, em seu escritório, não conseguia parar de se
perguntar onde estaria Silas? Se ele estava bem? Se se alimentou direito?
Balançando a cabeça tentando retirar aquele que lhe roubara o coração de seus
pensamentos, Sandro não queria esquecê-lo, contudo era necessário.
As lágrimas vieram sem nem ao menos perceber, chorava por não ter seu amado,
por ele estar longe, por não poder beijá-lo, a saudade lhe corroía de dentro
para fora.
Todos da empresa já perceberam sua mudança de humor, Sandro estava mais
ranzinza, não sorria, mantinha a cara fechado 100% das vezes que tinha alguém
por perto.
Pegou seu celular que repousava na mesa que ficava a sua frente, desbloqueou
ele assim ligando para Silas, e pela enésima vez seu amado não o atendeu, o
sumiço repentino dele o preocupava fazendo com que mil e uma possibilidades
passassem por sua mente. Mesmo tendo a consciência de que foi tudo um grande
mal-entendido, mas, infelizmente não teve a chance de corrigi-lo.
Sandro girou sua cadeira em 360.º ficando de frente a janela inteiriça, perdido
em seus pensamentos observava o andar da cidade, as pessoas vistas dali de cima
eram tão frágeis, andando de um lado a outro, vivendo suas vidas, planejando o
futuro que não lhes pertenciam.
Toc-Toc.
Se assustou com duas batidas em sua porta, estava tão envolto em seus
pensamentos mais que aleatórios, que giravam e giravam, sempre voltando para
seu amado Silas, tornou a girar sua cadeira e disse:
— Pode entrar.
A porta se abriu lentamente, como se a pessoa do outro lado estivesse receosa
de adentrar naquele recinto. Ao ver de quem se tratava, Sandro não quis
acreditar, aquilo era um sonho, não era possível que aquela pessoa estava a sua
frente.
6
Silas não conseguia acreditar que no que estava realizando, poderia ser
considerado louco, mas precisava fazer tal loucura, senão não seria ele, faria
uma loucura por amor, e do fundo do coração torcia para que Sandro entrasse
nessa insanidade junto com ele.
Silas abriu a boca para começar a falar, contudo, foi interrompido por Sandro.
— Estava louco a sua procura — Sua voz sai um tanto rouca de emoção.
— Eu sei.
Silas disse cruzando os braços.
— Eu vim até aqui para te propor uma coisa... — Silas começou a dizer, ele se
encontrava nervoso, sua vida naquele momento tinha se tornado uma verdadeira
loucura, ele não sabia se ria ou chorava, se interrompeu, sua voz acabou por
ficar embargada de emoção.
— Me propor o quê? — Sandro pergunta receoso com o que seu amado tinha a lhe
propor, a verdade era que aceitaria tudo que viesse de Silas.
Um minuto de silêncio entre a pergunta de Sandro e a resposta de seu amor, que
nunca vinha tomou conta do escritório.
— O que irei te propor é que... — Silas estava com tudo na ponta da língua,
contudo, não conseguia soltar a proposta que tanto pensou nos últimos dias, no
caso se tratava de semanas, para ser mais preciso três semanas, que ambos
passaram por todo um momento de sofrimento.
— Por que está chorando? — Sandro perguntou com preocupação. Silas não tinha
percebido que chorava, para ele, estava agindo normal, mas infelizmente não era
verdade. Limpou as lágrimas que escorriam em sua face.
Ainda em pé em frente a porta fechada, destemido a continuar a contar tudo,
absolutamente tudo, mas primeiro Silas precisava dizer aquilo que tanto lhe
atormentou durante semanas. e não era sua demissão.
O beijo que ambos haviam trocado, esse foi o motivo de tudo, é verdade que o
queria mais que tudo nessa vida, mas uma avalanche de sentimentos tomou conta
dele na hora, o fazendo se distanciar de Sandro, ele esperava que seu futuro
namorado entendesse o que ele estava passando.
Não conseguindo falar o que tinha a dizer, ele andou em direção a cadeira em
que Sandro estava sentado, deu a volta na mesa, se sentando no colo de Sandro
que fora pego desprevenido com tal ação de seu amado.
Ele esperava um tapa, um murro, contudo, nunca imaginou que Silas se sentasse
em seu colo, ele deu um pequeno sorriso de canto ao ver o embaraço de seu
futuro namorado, não conseguindo se segurar, Silas avança na boca de Sandro lhe
dando um selinho.
Assim que Silas se afastou, ele por instinto ameaçou sair do colo de seu amado,
mas Sandro o segurou pela cintura impedindo que Silas fugisse mais uma vez.
— Eu ainda não te fi... — Silas fora interrompido por mais um beijo de Sandro,
dessa vez Silas abriu passagem para que a língua de seu amado adentasse em sua
boca enroscando uma na outra...
Epílogo
Semanas depois...
Silas e Sandro não se desgrudavam, eles se amavam verdadeiramente, era como se
ambos fossem a metade que faltava um no outro.
Por insistência de Sandro, Silas voltou a trabalhar na empresa, o que gerou
muitos burburinhos e fofocas em torno do casal.
Sandro estava tão radiante que todos acabaram percebendo que algo tinha mudado,
assim que souberam que Sandro e Silas estavam namorando, logo julgaram que essa
mudança viera no intuito de agradar seu amado namorado.
Eles acabaram por morar juntos, a verdade era que não conseguiram ficar um
longe do outro, sendo que a única solução que encontraram foi morarem juntos.
E vocês me perguntam: Vai ter casamento...
E lhes respondo: Quem sabe um dia?
Fim? Será mesmo?